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Blog criado pelo jovem Picuiense Alex Farias, 20 anos, Bacharelando em Direito pelo Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN), Escritor, Poeta e Cordelista. Tem o objetivo de mostrar ao mundo, através desse meio de comunicação tão amplo, ao qual chamamos de Internet suas criações, bem como de amigos,em poemas, poesias, cordeis, contos, crônicas, paródias e várias outras vertentes da literatura. Amigos,sejam todos muito bem vindos ao "Versando com Alex Farias".

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quinta-feira, 17 de maio de 2012

FANTASIA


Fantasia;
          
               As águas estão calmas. O tempo parece estar parando, como se estivesse cansado de ‘viver’. O sol está se pondo e a solitária lua começando a sair de trás de suas cortinas para fazer mais um espetáculo, para ninguém. As cores azuis do céu diurno já não estão a sós, há uma mistura magnífica – amarelo; vermelho; roxo. Cores que dão uma sensação de alivio, só em vê-las. Todavia serão trocadas, no final, por uma tonalidade escura e triste, que nos faz perceber que nossos sonhos, em sua grande maioria, ainda não foram realizados e que outros, nunca serão.

         Sentado na areia branca da praia, depois de mais um dia vazio como outro qualquer, meus pensamentos começam a florescer. Lembranças, desejos – saudade. O vento está caloroso, a partir dele é possível escutar um sussurro, o vento diz de maneira serena e clara apenas uma palavra, mas uma palavra com um significado imensurável que muitas pessoas abandonam a cada segundo que passa, o que faz com que o fardo da vida se torne mais pesado do que já é.

                 – Esperança… - repito após uma lágrima cair dos meus olhos e a onda alcançar meus pés. 

                 Está quase no final. O último grupo de pássaros está voando de volta para os seus lares. Isso sim é liberdade, poder voar em qualquer direção na hora que quiser, sem se preocupar com os problemas que nos cercam o tempo todo e sem levar em consideração os seus sentimentos do momento (que começo a acreditar que as vezes atrapalham).

         Mas nada está perdido! Acredito que no decorrer da vida nós precisemos passar por alguns obstáculos para poder alcançar o topo, e sermos ‘felizes para sempre’. Há quem diga que o pra sempre acaba, mas eu mostrarei que esse conceito está errado. No final dará tudo certo.

               “Esperança”. Só gostaria de ter asas, que nem os pássaros, nesse momento para poder chegar aos céus e conseguir ver tudo, inclusive àquilo que procuro. A vida não é em vão.

Fernando José
E-mail: Lokolake@hotmail.com
10:03 Postado por Alex Farias 0

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O poeta e o aprendiz: Ferreira Gullar e Wellyson Marlon Jr. frente a frente


 O poeta e o aprendiz: Ferreira Gullar e Wellyson Marlon Jr. frente a frente

O maior poeta vivo do Brasil e prêmio Camões 2010 – a mais importante distinção dada a um escritor de língua portuguesa -, Ferreira Gullar, 81, recebeu em seu apartamento, no Rio de Janeiro, o picuiense Wellyson Marlon Jr., 22. Um encontro premeditado pelo jovem há anos. No último dia 30 após desembarcar no aeroporto do Galeão, o picuiense Wellyson não hesitou em procurar o poeta Gullar em sua residência, à rua Duvivier, em Copacabana. A ousadia lhe custou um livro de presente, Rabo de Foguete Os Anos de Exílio, uma revista e um livro autografados, e um excelente bate-papo cabeça de mais de uma hora sobre literatura, arte, ciência, política, memórias, religião, Deus, ABL, José Sarney, Oscar Niemeyer, Fidel Castro, Socialismo, Comunismo, Capitalismo, mundo, enfim.

O poeta Ferreira Gullar é lido com voracidade pelo picuiense Wellyson Marlon Jr. desde seus 17 anos. Do primeiro livro de poesia, Um pouco acima do chão, ao último, Em alguma parte alguma. São treze livros lidos e relidos incontáveis vezes. Passando, é claro, pelo famoso e premiado Poema Sujo, de 1975, - com mais de cinquenta páginas e mais de dois mil versos - escrito no exílio em Buenos Aires durante a ditadura militar do Brasil, considerado por Vinícius de Moraes, “o mais importante poema escrito em qualquer língua nas últimas décadas”. E segundo o grande crítico literário Otto Maria Carpeaux o Poema Sujo deveria chamar-se “Poema Nacional, porque encarna todas as experiências, vitórias, derrotas e esperanças do homem brasileiro”. Tamanho o impacto que produziu, à época, e ainda produz, que o diga o aprendiz Wellyson. Sem falar também da leitura incessante de parte da prosa: ensaios, crônicas, artigos e textos aleatórios.

Em 2011 Wellyson escreveu o poema Pulsão Estelar: Vida dedicado ao seu sobrinho Kauã Nícolas e a Ferreira Gullar. Após enviá-lo ao poeta o reconhecimento foi instantâneo, seu último livro de poesia especialmente autografado para ele. O poema foi publicado pelo Correio das Artes (suplemento literário do jornal A União), em setembro de 2011. Com lançamento em João Pessoa e parte do Estado da Paraíba. Até um jornalista da Rede Globo de Televisão, George Moura, soube do poema. E agraciou Wellyson com a biografia de Gullar, escrita pelo mesmo.

“Quando vi Ferreira Gullar quase não acreditei que fosse ele, mais parecia um sonho. Então, lhe disse: ‘o senhor existe!’, Gullar riu com naturalidade, pois deve ouvir muito isso por aí.” Diz o audacioso picuiense. “Foi um encontro divino, o universo conspirou ao meu favor, tenho certeza. Não quer dizer que Gullar vá receber todos em sua casa.” Completa.

Após o primeiro encontro outros dois se sucederam. “Um dos meus heróis de adolescência acabei conhecendo facilmente. Ferreira Gullar quase que inatingível. Às vezes nem dá pra acreditar. Mas é verdade, não estou em estado feérico. Seria interessante que as pessoas comuns estivessem frente a frente com seus ídolos para entenderem o que significa pra mim.” Enfatiza, feliz, o picuiense Wellyson Marlon Jr.
17:39 Postado por Alex Farias 0

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Guerra (?);

E ai vai mais um texto do Fernando José, que dispensa apresentações, sem mais demora puxe logo essa cadeira, vire esse Whisky e leia mais um texto da mais nova coluna de nosso blog.

Guerra (?);

Corra! Pule! É perigoso demais, há estilhaços para todos os lados - abaixe-se! É um momento difícil, talvez o mais custoso e trabalhoso. “Peguem suas armas, homens! Iremos avançar!”. Avançar para o desconhecido, para o caliginoso e mais sublime campo de rosas, tingidas com vermelho escarlate - do sangue. Nós não precisamos de controle de pensamento. “Continuem marchando, companheiros! Chegaremos juntos ao pódio, ao topo da vida, à vitória”.


Muitas lembranças se espalharam, muitas se perderam, outras foram completamente destruídas. Quando foi que voltei a si e aprendi esses humildes ensinamentos? Quanto tempo irá passar, enquanto ainda caminhar por essa cena de carnificina? Quero muito encontrar, o significado de felicidade. Lembro-me de ser um homem confiante, que fora aceitando o deplorável enquanto a areia negra da praia escorria entre meus dedos. - Lute!


Tudo fora embora, no entanto, aos poucos, tudo volta. Com força, com muita força! E como dói. Sempre criando uma extrema divergência entra a angústia e o júbilo. E então começam fogos de artifício, os rasantes efêmeros e mortais. E o futuro volta a ter uma forma. - Corra! Pule! É perigoso demais, não sabemos o que há lá na frente - abaixe-se! Entretanto, sempre seguirei cantando, até onde minha voz alcance. E até o meu último dia, não me esquecerei daquilo que me fez vir para o campo de batalha. - Corra! Pule! Abaixe-se! Cambio, desligo.

Fernando José
E-mail: Lokolake@hotmail.com
13:43 Postado por Alex Farias 1

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Wellyson Marlon Jr. conhece o crítico de cinema e literatura João Batista de Brito


O picuiense Wellyson Marlon Jr. esteve na casa do crítico de cinema e literatura João Batista de Brito, um dos maiores nomes do país na área da crítica cinematográfica. João é casado com uma picuiense, Detinha, filha do ex-prefeito do município Eduardo Macedo. O encontro se deu na capital João Pessoa, aspirado há algum tempo pelas cunhadas do cinéfilo, Ninfa e Normândia, sobretudo pelo jovem picuiense que futuramente pretende cursar no Rio de Janeiro a Escola Darcy Ribeiro de Cinema, a melhor do Brasil.
Na ocasião, Wellyson contou ao crítico de cinema que a primeira vez em que ouviu alguém falar em seu nome passou despercebido. A segunda vez foi através do diretor de fotografia João Carlos Beltrão, durante as gravações de O Contador de Filmes — curta do cineasta paraibano Elinaldo Rodrigues, o qual aborda a vida do cinéfilo picuiense Ivan Cineminha, uma verdadeira enciclopédia ambulante da sétima arte moderna. O documentário foi rodado, em parte, na cidade de Picuí, em 2010. Inclusive, o filme encerra coincidentemente com Wellyson dando um depoimento sobre sua relação pessoal com o cinema do ponto de vista local. João é um dos personagens desse documentário paraibano, premiadíssimo em festivais, tendo também o traduzido para o inglês.
Wellyson ficou encantado ao saber da figura intelectualizada de João. Então, certa vez perguntou ao amigo, professor universitário e escritor picuiense Carlos Cartaxo (prêmio Jabuti de literatura) se conhecia o tal de João Batista de Brito: "É um dos caras mais geniais que conheço. Já leu Shakespeare em inglês. Conhece cinema como poucos. Também crítico de literatura. Professor aposentado da UFPB. E um intelectual de marca maior.” Wellyson arrancou risos de João ao dizer o que pensou enquanto Cartaxo lhe dizia: “Tenho que pegar esse cara pra ser meu amigo!”
João é o autor de Imagens Amadas, publicado no ano do centenário do cinema, este livro está dividido em três partes. As duas primeiras compreendem críticas de filmes, e a última, uma série de textos sobre teoria e história do cinema, com fartura de exemplos. À leitura das resenhas que compõem a primeira parte, também é possível assimilar muitos conceitos e informações teóricas, uma vez que estes são mobilizados pertinentemente para a construção das análises. O título do livro dá nome à sua coluna no suplemento literário Correio das Artes (do jornal A União) e a um blog, muito visitado no Brasil e também por internautas do exterior, o que muito lhe surpreendeu. Eis o link:http://imagensamadas.com/.
O crítico presenteou o picuiense com um de seus títulos, Um beijo é só um beijo (Minicontos para Cinéfilos), obviamente com direito à dedicatória, é claro: “A Wellyson, com apreço e todas as expectativas de João Batista de Brito, em 08.04.2012. E também assistiram juntos o documentário O Contador de Filmes, até então, inédito para Wellyson. “Não sabem o prazer e a honra que foi conhecer João. Um sujeito simples e adorável, muito embora um intelectual formidável.” Diz o picuiense maravilhado.
23:08 Postado por Alex Farias 0

terça-feira, 8 de maio de 2012

REFLEXÃO

Mais uma da dupla Dinâmica, Fiquem a vontade para ler Mais um Pensando Livre! 

Reflexão

Momentos distantes,
Pensamentos constantes,
Confusão que domina uma mente
Dominada pelo coração.

Que ama sem poder,
Mas ama o poder,
Pois toda vez que estamos de frente
Tem o poder de se deixar na emoção.

Emoção abalada
Incerteza inacabada,
Qualquer um se rende a emoção
Quando sonha um sim e vive  não.

Ilusão parece ser o nome
Que se dá a esse sonhador,
Que ao longo do dia, faz planos
Para sustentar esse vício do amor.

Mas o dito é verdadeiro,
O que vem do peito não morre,
Somente se esconde profundamente,
Para evitar o sofrimento novamente.

Isso mesmo sabendo
Que não existe saída,
Pois não há nada que feche teus olhos,
Quando tu encontras o amor da tua vida.

Autor: Alex Gustavo
17:00 Postado por Alex Farias 0

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Restaurante, Vinho & Cia.

Hoje estreia a coluna do meu amigo Fernando José, sem mais demandas, puxe sua cadeira, pegue seu Whisky e tenha uma ótima leitura...

Os sonhos não acabam do nada, nem se tiver uma pequena interferência de um pesadelo. Os sonhos só acabam, quando não há mais nada a ser sonhado. E nós sempre teremos algo para sonhar enquanto ainda restar esperança em nossos corações. E então, vem sonhar comigo?
                                                                                   - Fernando J.

Restaurante, Vinho & Cia.
Era um restaurante francês. O movimento estava médio, não muito cheio. Não era um local muito grande, mas aconchegante. A cor das paredes tinha uma coloração puxada para o creme. Era repleto de texturas, o que dava um complemento para a mesma. O carpete era cor de vinho e no teto encontrava-se um lustre de cristal extremamente belo e reluzente. Todos os funcionários estavam com um terno preto e uma camisa social branca, com exceção do gerente, que usava um roxa. Tinha um pianista no canto inferior direito do restaurante, um homem de meia idade, mas tocava muito bem. Sonata No. 8 de Amadeus Mozart, Allegro Maestoso. Seu piano era negro, com alguns detalhes brancos.
Na mesa a minha frente havia uma mulher, branca, de cabelo castanho escuro com algumas mechas mais claras, olhos da cor do ébano, seus lábios eram claros (um tom de rosa bem claro). Vestia uma camisa branca simples, no entanto, requintada. Usava uma calça social preta e um sapato alto da mesma cor. Movimentava-se de maneira sutil, mas mostrava-se ansiosa. Não parava de olhar o celular, nem por um segundo. Fico me perguntando o nome dela. Acho que a chamaria de Marília… ou Camila. Sei lá, ela lembra esses nomes.
Peço uma garrava de vinho,Pétrus, um vinho da região vinícola de Pomerol, próximo a Bordeaux (França). O garçom traz uma taça e a enche de vinho.  Sinto o seu aroma, de fato é fabuloso, em seguida levo à boca e degusto o sabor daquela safra francesa. Perfeito! 
Sozinho em um restaurante francês. Escutando o deleitoso som de Mozart. Trajando um terno preto com uma camisa social, cor de chumbo. Já estava no final do dia e meu cabelo se mostrava um pouco bagunçado. Saboreando um Pétrus da melhor safra.
- Nossa, que dia! - digo. 
Tomo mais um gole do vinho e sorrio. Volto a observar a mulher. 

Fernando José
14:56 Postado por Alex Farias 0

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A PARTIDA

Essa semana foi marcada pela partida do escritor Wellyson Marlon Jr. Que partira em uma aventura da cidade de Picuí (PB) para o Rio de Janeiro (RJ) em busca do fortalecimento de seu sonho. Por esse mesmo motivo o mesmo se afastará durante um tempo de nosso blog, mas dentro em breve estará de volta enfim fiquem com o escrito que o mesmo nos mandou.

A partida 
Aeroporto de São Luís do Maranhão, agosto de 1951. A família Ferreira está apreensiva. Seu Newton, Dona Zizi e os oito filhos, todos se reúnem em torno de José Ribamar Ferreira. Ele partirá para a cidade grande, o Rio de Janeiro, um lugar distante, de que os Ferreira têm apenas uma vaga notícia do que seja através da Rádio Nacional. Criança, José Ribamar Ferreira acreditava que o Rio fosse não uma cidade, mas um agrupamento de conjuntos vocais — aqueles que tocavam no rádio, um caixote sonoro que fica num lugar de destaque na sala da casa. As canções dos Quatro Ases e os Anjos do Inferno davam um clima de boemia — de homens malandros com camisas listradas — às manhãs de São Luís do Maranhão. Mas agora José Ribamar Ferreira, aos 21 anos incompletos, sabe que o Rio de Janeiro é mais do que isso.
 (...) Dois anos antes, em 1949, ele já havia publicado o primeiro livro de poesia, Um pouco acima do chão. (...) Mas ele continua a ter o desejo irrefreável de escrever mais e mais. Num dos últimos versos de Um pouco acima do chão diz:

“O meu sonho mais sonhado,
meu desejo mais profundo,
já vai ser realizado:

— mandei fazer um navio
p ara dar a volta ao mundo!”

Tinha chegado a hora da partida. O som do alto-falante chama para o embarque. Dona Zizi abraça o filho e diz a frase de todas as mães: “Meu filho se cuida, come bem, toma leite e cuidado com o estômago...” Os irmãos Dodô, Adi, Newton, Nelson, Alzirinha, Concita, Norma e Consuelo olham o poeta que parte. Seu Newton, o pai, um modesto comerciante dono de uma quitanda, aproxima-se e diz: “Toma isso... É pra se você precisar...” Do dedo ele tira um anel com várias pedras de brilhantes. É a garantia possível para se o filho viesse sofrer aperto financeiro no futuro.
O jovem poeta — com sua mala e agora o anel do pai no bolso — caminha em direção à escada do avião do Lloyd Aéreo Brasileiro que fará o trajeto São Luís-Rio de Janeiro, em 10 horas. A família reunida dá adeus. Ele senta na cadeira, afivela o cinto. O avião decola. José Ribamar Ferreira lembra tudo o que deixa para trás em São Luís do Maranhão.
Deixa a Rádio Timbira (...); deixa o Grêmio Líbero Recreativo Gonçalves Dias (...); deixa a escrivaninha do seu quarto, uma dezena de livros e outros pertences pessoais que precisou vender para comprar a passagem de avião para o Rio; deixa o Manifesto Literário Antiquentista, escrito por ele e lançado com pompa no famoso Hotel Central (...); deixa a Praia do Caju, onde pescava com os amigos Esmagado e Espírito da Garagem da Bosta; deixa a Biblioteca Pública (...); deixa o susto e a dor de ter visto um operário assassinado pela polícia na repressão a um comício de Adhemar de Barros, na Praça João Lisboa; deixa os galos que cantam no quintal da casa, a croa do rio Anil e as frutas maduras na quitanda do pai.
José Ribamar Ferreira não tinha, no entanto,  deixado tudo em São Luís do Maranhão. Traz consigo uma nova identidade, um nome artístico: Ferreira Gullar.
(George Moura, in Ferreira Gullar: entre o espanto e o poema)
13:36 Postado por Alex Farias 0

quarta-feira, 25 de abril de 2012

PALAVRAS COM P

Hoje estreia a coluna "Pensando Livre", a primeira coluna conjunta de nosso blog, Escrita semanalmente pelo Alex Gustavo e o Cleytson Lira. O texto de hoje é um texto inteligentíssimo escrito pelo Cleytson Lira...

PALAVRAS COM P

Passeando pelos pátios prolongados prateados, promessas passam para pernas permanentemente paradas.
 Palavras politizadas permeiam paranoiamente pobres práxis policiais, provando para o povo pontos preconceituais parodiados.
Periodicamente prantos passados, primordialmente pudorizados pondo perpendicularmente pensamentos problemáticos padronizados para “ponderância” (preponderância) papal.
País para pais presos, pardais pressurizados, pois para “PC’s” protegidos precisam plenairamente prementes prometidas privadas por patentes patrimoniais.
Pena poucos poços possam prever poderes presidenciais.
Peões pirados pompeiano pairando, palhaços pintados penteiam – se pinçando.
Pátria pura preta persa, pesadelos pasmos ponteiam pombas pálidas.
Papas, padres, pastores, políticos, programas, pactos, padrões, palavras, poderes pessoais, projetos, promessas, pessoas, pratos prontos promovem paz?



Autor: Cleytson Lira
09:43 Postado por Alex Farias 1

ROTEIRO

Escritos Amados está de volta amigos confiram...



ROTEIRO
À maneira de Luís Fernando Veríssimo
  
Quarto escuro, sobre a cama um casal prestes a dormir. O silêncio é irrompido por ele:
—Amor?
—Oi?
—Você me ama?
—Amo.
—Muito?
—Muito.
—Muito como?
—Muito, ora.
—Amor?
—Oi?
—Você me ama muito?
—Muito.
—Muito mesmo?
—Sim.
—Do tamanho do quê?
—Do mundo.
—Só do mundo?
—Do universo, pronto?!
—Amor?
—Oi?
—Você me trairia com outro?
—Só não seria com outra.
—Diga se me trairia?
—Sei não.
—Como assim não sabe?
—Sei lá, acho que não.
—Acha?!
—Modo de falar, amor.
—Ah!
—Não, não trairia.
—Amor?
—Deixa de besteira, menino, vá dormir!!!

09:27 Postado por Alex Farias 0

AGRADECIMENTOS

Infelizmente o meu amigo e colega de curso, Ronaltty Neri, resolveu da uma parada com sua coluna ponto de vista, afim de repensar alguns conceitos e dedicar-se de melhor maneira a sua vida pessoal, profissional e acadêmica, de toda maneira sua parada (Espero que de curta duração) vai nos deixar saudades. Enfim, o mesmo teve a decência de escrever uma nota de agradecimento para todos os leitores de sua coluna, que encontra-se logo abaixo:

Agradecimentos
Prezados leitores do PONTO DE VISTA, venho por meio deste informar que o PONTO DE VISTA, deixará de ser publicado por um tempo indeterminado, devido alguns compromissos acadêmicos e profissionais.
Sendo assim, resta-me agradecer pelo apoio e a oportunidade que me foi concedida de levar a vocês, semanalmente, textos sobre os mais variados assuntos.
Agradeço em primeiro lugar a Deus que iluminou o meu caminho durante esta toada. Agradeço ao amigo e blogueiro Alex Farias, que de forma especial me cedeu espaço em seu blog para a publicação dos textos. Ressalto agradecimento a todos os outros blogueiros que também me cederam espaço nos seus meios virtuais e, agradeço em especial a todos os leitores, que acompanhou semanalmente todos os textos publicados neste espaço.
Obrigado por toda atenção e leitura dedicada com os textos.   
O tempo que passei escrevendo os textos contribuiu imensamente para meu crescimento pessoal e profissional.
Desejo a todos muita sorte e sucesso!
Forte e afetuoso abraço.

Ronaltty Neri
Twitter: @ronalttyneri
09:16 Postado por Alex Farias 0

quarta-feira, 28 de março de 2012

CIVISMO E DEMOCRACIA


Civismo e Democracia

O civismo é a devolução pelo interesse público, pelo bem público, pelas causas e interesses de toda a sociedade, pelo bem comum. Educar civicamente é educar para a cidadania, ou seja, para habilitar qualquer indivíduo a ser e ter qualidades de verdadeiro cidadão, tornando-o capaz de conhecer as leis, os direitos e os deveres que elas lhe asseguram ou impõem.

Precisamos de uma pontinha de civismo em nossa vida, seja no ambiente familiar (interiorizando valores ético-emotivos, como bondade, lealdade, verdade, respeito, entre outros), seja no ambiente escolar (interiorizando valores culturais, espirituais, políticos e sociais, como tolerância, humildade, antipreconceito e responsabilidade), para que estajamos habilitamos a contribuir para toda a sociedade.

Com certeza, você já deve ter ouvido falar em democracia e sobre o regime democrático. A democracia é um regime político em que o governo deve ser exercido pelo povo em seu conjunto, e não por apenas um homem, uma família ou uma determinada classe social. Segundo o artigo 1º da nossa própria Constituição: “Todo poder emana do povo e em seu nome é exercido”. Mas será que participamos realmente do processo democrático de governo?

Modernamente, podemos entender a democracia como o acesso de todos os indivíduos à administração da sociedade.

Vivemos em uma Democracia Representativa, em que elegemos representantes que atuarão na estrutura política, representando os nossos interesses. Por isso, quando deixamos de votar ou não votamos corretamente, estamos abrindo mão de um direito que é nosso.

Por – Ronaltty Neri
Twitter: @ronalttyneri
09:03 Postado por Alex Farias 0

quarta-feira, 21 de março de 2012

A ESCOLA E A CIDADANIA

Eis o Trigésimo nono "Ponto de Vista", e o quinto do nosso blog, escrito pelo Ronaltty Neri



A escola e a cidadania

O que é ser cidadão? Fala-se tanto que ser cidadão é ser um sujeito em pleno gozo de seus direitos e deveres. Mas que direitos e deveres são esses se, há séculos, instaurou-se uma visível desigualdade social? Todo cidadão tem o direito de ter um lugar digno para morar; de receber auxílio médico; de poder se prover de água encanada e tratada; de contar com rede de esgoto; de ser um beneficiário da luz elétrica e ter condições de contribuir financeiramente para isso; de praticar uma religião, sem ser discriminado; de gozar do direito do voto, pleno de liberdade.

Contudo se vê que o princípio da igualdade de todos perante a lei continua abalado. Em geral, os mais abastados financeiramente passam a ser legalmente e socialmente os maiores privilegiados. Questão de poder.

Assim, pensa-se que a escola pode contribuir bastante para que o processo de cidadania, em constante evolução, possa fazer parte, num melhor nível, da vida de todas as pessoas. Pois a escola é a casa da educação. Um local aberto à comunidade para o cultivo dos espíritos (dos ânimos, dos estímulos), onde ocorrem discussões, investigações, contestações e trocas de conhecimentos.

Há uma tendência de crianças e jovens se tornarem preparados para o real exercício da cidadania, a fazer diferença no meio circundante, já que ser cidadão é ter que participar. Caso contrário, corre-se o risco de continuar à mercê do burgo, da residência fortificada, onde residiam os burgueses de outrora.

A exclusão não combina com o conceito de cidadão, pois todo cidadão, de fato, de direito e de dever, deve, de alguma forma, participar e, assim, influenciar sobre o lugar a que pertence. Dessa maneira, certamente, começará a crescer o número dos reais cidadãos.

Por – Ronaltty Neri
E-mail: ronalttyneri@gmail.com
Twitter: @ronalttyneri


17:34 Postado por Alex Farias 0

Sem "Escritos Amados" hoje

POR MOTIVOS DE FORÇA MAIOR, HOJE QUARTA-FEIRA, 21 DE MARÇO DE 2012, EXCEPCIONALMENTE NÃO TEREMOS POSTAGEM DA COLUNA "ESCRITOS AMADOS", MAS SEMANA QUE VÊM O WELYSSON MARLON JR. ESTARÁ DE VOLTA COM MAIS UM ESCRITO AMADO, NÃO PERCAM!
17:26 Postado por Alex Farias 0

segunda-feira, 12 de março de 2012

TODOS OS TONS DE TOM


TODOS OS TONS DE TOM

A simples notícia de que Nelson Pereira dos Santos fez um filme sobre Tom Jobim já provoca ansiedade. Afinal, é o encontro entre dois expoentes de nossa modernidade, ícones do Cinema Novo e da Bossa Nova, movimentos que, ao lado da construção de Brasília e a aparição de Pelé, modificaram para sempre o olhar sobre este país, até então conhecido como a “Terra de Zé Carioca”.
            Para não sobrar nem pau nem pedra, Nelson — que também é imortal da ABL — realizou logo dois filmes no fim do caminho. O primeiro deles, já em cartaz, é A Música Segundo Tom Jobim, um desfile de suas canções mais famosas, e vem aí, com lançamento para o segundo semestre, A Luz do Tom, baseado no livro Antonio Carlos Jobim: Um Homem Iluminado, escrito por Helena Jobim, irmã do maestro. Como o segundo filme terá depoimentos e Jobim era reconhecido como um grande papo, a continuação pode parecer mais atraente. Pode até ser. Mas em A Música Segundo Tom Jobim, a catarse é garantida.
            Autor de comentários definitivos, muita gente se deleitou com suas frases de efeito: “A melhor saída para o músico brasileiro continua sendo o Aeroporto Galeão”; “Assim como o brasileiro foi educado para perder, o americano foi educado para ganhar”; “O Brasil, definitivamente, não é para principiantes”; “Nenhuma situação é tão complicada que uma mulher não possa piorar”; “No Brasil, sucesso é ofensa pessoal” etc. Em entrevista à revista Veja, de 1988, Tom Jobim foi enérgico e categórico quando indagado de que a Bossa Nova não é música brasileira segundo alguns críticos: “A Bossa Nova é um negócio que apareceu com um baiano chamado João Gilberto, que é um cara de um talento genial. Aí vem um Paulo Francis e escreve — “A Bossa Nova é 50% jazz.” — Mentira. É um troço brasileiro que surgiu aqui com Chega de Saudade, com uma introdução tipo choro, e não tem nada de jazz.”
            Dora Jobim, neta de Tom, atuou como codiretora do primeiro longa. Ao lado do pesquisador Antonio Venâncio e auxiliada pela tia Miúcha Buarque de Holanda, que atuou como roteirista-conselheira, Dora escarafunchou o acervo familiar de filmes sobre o avô, acervos alheios e atravessou madrugadas navegando na internet atrás de imagens maravilhosas, muito bem alinhavadas pela edição. O músico Paulo Jobim, pai de Dora e diretor musical do filme, deu o parecer final sobre a qualidade acústico-musical dos vídeos e a magia se fez.
            A história musical de Tom Jobim é contada em imagens atemporais. Assim, Gal Costa vem antes de Elizeth Cardoso e Adriana Calcanhoto interpreta Ela é Carioca, composta dois anos antes de ela nascer. Por uma triste coincidência, João Gilberto não aparece (aliás, surge rapidamente tocando violão para Elizeth, em trecho do filme Pista de Grama, de 1958), pois suas imagens estão sendo utilizadas para a produção de um filme sobre ele próprio. Todavia o desfile é avassalador. Do dueto de Elis (Regina) e Tom em Águas de Março, à precisão cirúrgica do piano de Oscar Peterson em Wave ou a dramaticidade de Judy Garland em Insensatez, o filme é só surpresas.
            Nelson não utilizou palavras nem mesmo para identificar os artistas (o que ocorre, em detalhes e pausadamente, nos letreiros finais). O diretor preferiu mergulhar o público na emoção pura da composição e da interpretação, achando que as grifes poderiam atrapalhar. Bem-humorado, na entrevista coletiva, ele disse que a falta de letreiros é uma boa chance para os metidos exibirem seu conhecimento para as donzelas: “Ah, este é o Jean Sablon, aquele é o Sammy Davis Jr.!” A eterna parceria com Vinícius de Moraes, ou as inúmeras interpretações de Garota de Ipanema, entre outros momentos criam clareiras iluminadas no filme. Maravilhoso e ponto. Nada melhor que transferir à palavra ao escritor Ruy Castro que, em A onda que se ergueu no mar, sobre Tom Jobim afirmou: “ele tornou universal o seu universo”.

13:48 Postado por Alex Farias 0

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

FERREIRA GULLAR, O TRADUTOR

Saindo diretamente do forno, ai vai mais um Escrito Amado!
FERREIRA GULLAR, O TRADUTOR

As pessoas desconhecem que o poeta Ferreira Gullar é um excelente
tradutor. Então, publico dois sonetos, do argentino Jorge Luis Borges,
traduzidos por ele.

As Coisas

A bengala, as moedas, o chaveiro, 
A dócil fechadura, as tardias 
Notas que não lerão os poucos dias 
Que me restam, os naipes e o tabuleiro, 

Um livro e em suas páginas a ofendida 
Violeta, monumento de uma tarde, 
De certo inesquecível e já esquecida, 
O rubro espelho ocidental em que arde 

Uma ilusória aurora. Quantas coisas, 
Limas, umbrais, atlas e taças, cravos, 
Nos servem como tácitos escravos, 

Cegas e estranhamente sigilosas! 
Durarão muito além de nosso olvido: 
E nunca saberão que havemos ido.



Uma chave em East Lansing

Sou uma chave de limado aço.
E meu formato não é arbitrário.
Durmo o meu vago sono em um armário
Que não enxergo, presa a meu chaveiro.

Há uma fechadura que me espera,
Uma somente. A porta é de forjado
Ferro e firme cristal. Do outro lado
Está a casa, oculta e verdadeira.

Altos e na penumbra os desertos
Espelhos vêem as noites e os dias
E as fotografias dos defuntos

E o tênue ontem das fotografias.
Em dado momento empurrarei a dura
Porta e farei girar a fechadura.
21:30 Postado por Alex Farias 0

INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS: TODOS PODEM APRENDER

Ai vai mais uma edição do Ponto de Vista



Inteligências Múltiplas: todos podem aprender

Em pleno século XXI, tempo de significativas mudanças em nossa sociedade, buscamos compreender nossos potenciais para aprender mais e melhor. Através de diferentes períodos da história, diferentes inteligências foram valorizadas. A inteligência naturalista era tremendamente importante quando vivíamos mais perto da natureza. Então, quando surgiu a capacidade de ler e escrever, a inteligência linguística se tornou hegemônica.

Tradicionalmente, as escolas focaram-se muito em inteligências linguísticas e lógicas. E são muito boas em educar pessoas que as dominam. A grande diferença na educação hoje é que o propósito mudou, de simplesmente selecionar os que já são bons estudantes, em favor de tentar atingir aqueles que podem não ser tão bons em linguagem e lógica. Esse é um desafio que a maioria das sociedades encontrou neste ponto.

A principal contribuição da Teoria das Inteligências Múltiplas é afirmar que o indivíduo não possui apenas uma inteligência, mensurável, inata, considerada por muitas pessoas como inteligência geral. Essa ideia durante anos buscou rotular indivíduos como inteligentes ou não, definindo que uma quantidade grande de pessoas marginalizadas pelos processos sociais não fossem bem-sucedidas na escola.

Opondo-se ao conceito de inteligência geral, todos os indivíduos são inteligentes, mas de maneiras diferentes, e que suas inteligências serão reforçadas, desenvolvidas ou não, dependendo dos estímulos que receberem do ambiente e da cultura que os cercam. Sendo assim, algumas inteligências são relativamente independentes das outras e podem ser modeladas, combinadas numa multiplicidade de maneiras de serem adaptadas pelos sujeitos e por suas culturas.

Por – Ronaltty Neri
E-mai: ronalttyneri@gmail.com   
Twitter: @ronalttyneri
18:18 Postado por Alex Farias 0

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

UNIVERSO

O poeta Wellyson Marlon Jr. trouxe mais uma vez seu lado poeta, dessa vez trouxe o poema  UNIVERSO que segue abaixo. Tenham todos uma ótima leitura.


Universo


A noite difusa (abismo espectral

de átomos em átimos) que

me torna deísta em meio

luz poeira e gases cósmicos dispersos na tessitura

sideral do céu estrelar (de Zeus? de Deus?)

— Caleidoscópio transubstancial divino do caos estruturado ordenado.






Conspirações astronômicas que se tramam

acima da humanidade feito halos especiais — no
zênite no zodíaco —

(por sobre nossas vidas

de pouca duração e muito afeto) num intenso e
radiante cromatismo

de infinitos astros fugazes que
voam e explodem

à velocidade da luz e do
som, 300 mil km/s

e 200 mil km/h, respectivos
— despercebidos
de dentro da noite veloz.



Universo controverso enigmático infinito de quinze bilhões de anos
onze dimensões

quatrilhões e quatrilhões de astros

que conforme Einstein é curvo no espaço-tempo

— flexível? esférico? feérico? —

e que segundo a teoria do Big Bang

se expande se dissipa se esvai

sem saber para quê nem porquê?!

— Isso, sem falar na hipótese de universos paralelos ou noutras teorias.







O universo é um gás dardo datado e dotado de som e movimento

— na sua própria imensidão do nada e do tudo

(que perdendo-se encontrando-se acontece na vastidão) —

que me questiona: O que seu poema

de imperceptível barulho faz aí?

mas que não hesito com êxito

em responder: Imperceptível para quem

esteja numa galáxia a 100.000 anos-luz de nós

(ou em Virgo Sírius Andrômeda)

até mesmo na Grécia ou

na Cordilheira dos Andes

onde felizmente não se encontra,

Grasiela,

sidérea e musa do meu Universo.




Wellyson Marlon Jr.


Picuí, junho de 2011
19:50 Postado por Alex Farias 0